"Foi em teus braços que adquiri 
a paz que tanto busquei e que preciso 
para seguir em frente, meu amor"
(Ao rei do espaço infinito)

Era fim de ano. Nos reunimos em uma confraternização, trocamos bombons e palavras positivas para o ano que se seguia. R
ecebi sabedoria e dei paz. Daí refleti, vivemos em um mundo tão turbulento, que talvez seja assim à muito devido às relações homem-natureza e principalmente homem-homem afetadas pelo egoísmo, apenas em prol de uma minoria bem egoísta e ambiciosa que por aqui habita. A paz deve ser relembrada nas relações assim como o amor, ser reconstruída. Ser vivida. Pois sem a paz viver torna-se impossível. Não sei ao certo onde se adquire a sabedoria, talvez na experiência, na reflexão, no aprendizado, na calma e faz-se tão necessária em todo momento de aflição e decisão. Com isso, que o ano que se segue possa abarcar muita sabedoria e paz nas relações, que o mundo possa respirar sossegado e viver em paz.

(dezembro de 2015)

Voar fora da asa

A ciência pode classificar e nomear os órgãos de um sabiá 
mas não pode medir seus encantos.    

Quem acumula muita informação perde o condão de 
adivinhar: divinare.  


Os sabiás divinam.  


(Manoel de Barros)
Tu és o que tu és
Amada em meu caminho
Eterno que se encontra
Pensamento encontrado
Alma que preenche
O belo que alimenta
Que afasta toda quimera
Se eu tivesse confinado
Em um espaço finito
Em uma vivência finita
Se eu estivesse ao seu lado
Mesmo assim eu me consideraria
O rei do espaço infinito

(Lucas Ribeiro)

crime perfeito

abaixo todos os cartórios
viva a fronteira desguarnecida
a utopia não requer testemunhas
o poema é o crime perfeito
do qual todos querem ser cúmplices

(Salvador Passos)

Pelo amor, com amor.

Bon Iver - Flume

Ode ao Triângulo e suas Faces

Cossene os senos de nossas tangentes mortais
Oh!, nobre e patrício triângulo
sê retângulo, sê isóceles, sê etc e tais
sê o dono de meu coração, pois a ti, mandá-lo.

Junte teus ângulos e tens cento-e-oitenta graus
Oh!, triângulo idolatrado, fascine com a beleza de suas arestas
Abrace os catetos do bem e recusa as faces do mal
me perco, e me acho na doce loucura do seu alfa e seu beta.

Oh!, tríade divina, revela teu supremo profeta,
Pitágoras, oh pai!, e seus dois retos catetos
me faz reles augusto submisso de sua aresta.
Belo triângulo, sua onipotência suprime o octeto.

Sessenta lá, sessenta ali, sessenta cá
tudo em seu devido lugá.
Sessenta ali, sessenta lá, sessenta aqui
e repousa meu amor em ti.

Oh!, tamanha injustiça chamar o produto notável
enquanto a ti, triângulo que é admirável
a soma ao quadrado de sua beleza e valores
é igual ao quadrado de seus amores.

E no que liga seus formosos vértices
me escondo em suas áreas mudas
ortogonalidade de vetores ou não, por favor, faz-se
faz-se belo, faz-se áureo, faz-se das bermudas.

(autoria desconhecida)

Era uma vez

Foto: Juan Sebastián Vera
o sol nascente
me fecha os olhos
até eu virar japonês
(Leminski)